27 de set. de 2008

Dignidade

O relato a seguir é meramente fictício. Qualquer relação com a realidade é mera coincidência.

"Pois é. Eu sei que não fiz o que ela queria que eu fizesse. Mas eu tenho minha dignidade, sabe? Eu sei que não dá pra ver, mas ainda me resta um pouco de bom senso e alguma dignidade. Não que ela se importe. Não que alguém se importe de verdade.

"Ela agiu como se eu a tivesse magoado por eu ter agido do jeito que achei que deveria. Rejeitou-me inúmeras vezes, mas quer que eu aja como um cachorro fiel, não é mesmo? Que importa, a ela, meu comportamento? Todas as vezes que eu fiz o que ela queria que eu fizesse, acabei desprezado, ignorado. E então eu faço o que meu resto de amor-próprio manda, e ela acha que tem o direito de tratar-me daquela forma?!

"Como alguém me explicaria suas ambigüidades? Tanta carência e tanta indiferença... Está sempre distante quando quero ouvir sua voz, mas reclama que não a procuro quando recupero minha sanidade. Ela não é minha dona. E nem quer ser. É como uma criança que deseja o brinquedo mesmo sabendo que irá quebrá-lo e esquecê-lo.

"Ela deveria relaxar, pois não irei mais desapontá-la. Nunca mais. Não que eu atingirei todas as suas expextativas. Pelo contrário, eu as retirei todas. Ela já não tem expectativas para comigo. Se tem, ela deve ter ultrapassado os limites da sanidade."


Desconectando.

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