19 de nov de 2008

Queda de produtividade

Enquanto isso, leiam os blogs relacionados. Ou façam algo útil da vida. Vocês escolhem.


Só pra impossiblitar que vocês me digam que não colaborei com suas sinuosas e entediadas mentes:





Informe: a imagem acima não tem nenhuma relação direta com o post, nem há qualquer mensagem que eu queira transmitir através dela. Eu quis pôr e pronto.




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21 de out de 2008

Coisa de pai (I)

Antes de qualquer coisa, gostaria de dizer que usarei nomes fictícios nas minhas histórias, mas elas são verdadeiras.



As pessoas fazem coisas estranhas. Definitivamente. Acontecem coisas que nós nunca imaginamos que aconteceriam, não por serem difíceis de acontecer, mas por não acreditarmos que alguém as poderia fazer.



Veja, por exemplo, minha tia-avó Gladys. Há muitos anos, ela estava estacionando o carro na garagem da casa da minha avó, coisa que ela nunca tinha feito antes - apesar de possuir carteira de habilitação, ela não costumava dirigir. A garagem era precedida por uma rampa curta, razoavelmente inclinada.



Gladys - Como eu faço pra descer a rampa? Acelero?

Márcio (tio-avô meu) - Óbvio que não! Solta o freio-de-mão e desce!



CRASH!!!



Não precisa ser muito esperto para adivinhar o que aconteceu. Mas, por via das dúvidas, eu digo: Gladys soltou o freio-de-mão e desceu - do carro! Óbvio que o carro bateu.





Mas o propósito do meu post não era falar da minha tia-avó Gladys, mas de uma peripécia do meu pai. Lá estava ele na sala, vendo "Two and a half men", seu seriado favorito (apesar d'ele nunca se lembrar dos episódios que já assistiu ou não), com minha irmã se exercitando no "Iron Fitness". Quando minha irmã vai fechar o equipamento, ela percebe que fez uma articulação se soltar. Revoltado, meu pai franze o cenho, resmunga qualquer coisa e se levanta para pegar a caixa de ferramentas.

Quinze minutos depois, meu pai vira pra mim e diz:
- Eric, eu sou muito bom! Hahaha! Olha aqui o que sua irmã fez de errado... Hahaha... Ela foi levantar essa parte aqui primeiro, mas o certo é levantar esta outra aqui, fica vendo...

Eu, prestando muita atenção, esperei ansiosamente pelo momento em que meu pai disse:
-Oooops!

Já está claro que a mesma articulação se soltou! Momento clássico, entrou para a história da minha vida familiar. Sobre muitos outros momentos assim eu quero postar aqui depois. Aguardem-me!



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18 de out de 2008

Um pouco de futebol e mais

Às vezes, gosto de fazer comparações de coisas da minha vida com coisas que acontecem num campo de futebol (óbvio que durante uma partida) ou então com uma partida específica. Parece sempre haver uma boa metáfora futebolística para as coisas da vida. O problema é que todo mundo acha que entende de futebol (e não entendemos todos um pouco?)...

Nesse sábado, vi a partida entre Werder Bremen e Borussia Dortmund pela oitava rodada da Bundesliga. O Werder Bremen, time que me prende a atenção, por assim dizer, na Alemanha, fez um primeiro tempo atípico pelo estilo defensivo, ainda mais jogando dentro de casa. Foi uma verdadeira sonolência. O Borussia Dortmund também. Os dois times agiam como se um empate fosse bom, apesar de ser realmente péssimo para ambas as equipes.

No começo do segundo tempo, elas perceberam isso. Foi percebido que era necessário se pôr vulnerável para chegar à vitória. O Werder Bremen resolveu ir para o ataque, mas acabou tomando um gol. O técnico fez duas alterações. Com isso, o Werder Bremen conseguiu empatar a partida.

O Borussia Dortmund, após sofrer o primeiro gol, conseguiu pôr a bola no chão e avançar, mas foi num contra-ataque que voltou à frente no placar. O Werder Bremen pareceu abalado. Entretanto, conseguiu voltar a tempo para a partida, e virou o jogo no finalzinho.

Mas a vulnerabilidade gerada pela postura ofensiva fez com que os papagaios sofressem o gol de empate no último segundo de jogo. O jogo acabou, assim, 3x3, o que é substancialmente melhor que um 0x0.

Para bom entendedor, isso basta. Se você não entendeu, não se desespere. Se quiser mesmo entender, dirija-me a palavra.


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17 de out de 2008

Novas Regras

Finalmente, com quase duas semanas de atraso, aqui estão as novas regras do blog.

Regra nº1 - a partir do próximo mês, colocarei uma letra de música por quinzena.

Regra nº2 - colocarei também casos esquisitos que me aconteceram ou que aconteceram com conhecidos, mas não vou tentar pôr da maneira genuinamente engraçada que foram.

Regra nº3 - postarei menos vezes: as 22 postagens dos últimos dois meses foram um verdadeiro exagero! Sei que muitos (sic) de vocês (sic) ficarão órfãos (sic sic sic), mas é assim que quero.

Regra nº4 - de vez em quando é bom pôr umas fotos, né? Então tá! Farei isso, eu quero.

Regra nº 5 - não obedecerei todas as novas regras da Língua Portuguesa. Vá pro quinto dos infernos.


Bem, por enquanto, acho que essas cinco novas regras, nem tão regradas assim, são o suficiente. Como a minha vontade, aqui, é lei, se eu quiser, mudarei. E tenho dito!


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7 de out de 2008

Mesariando(-me)

Fazia já um tempo que eu queria pôr umas pequenas reflexões acerca de eleições. Nada de muito útil, você já sabe.

Vamos começar. Como você já deve ter percebido pelo título, fui trabalhar de mesário. No domingo passado, acordei às seis de manhã. Mas, antes, já tinha acordado umas três ou quatro vezes. Acordei puto da vida, com aquele mau humor que eu só tenho quando acordo cedo, arrumei-me e tomei meu café da manhã na esperança de não morrer de sono antes do meio-dia. Mas no final, foi bom. O trabalho era fácil, o pessoal da minha seção era bacana, easy-going. E eu ainda ganhei um lanche e quinze reais de vale-alimentação.

Entretanto, tive que agüentar algumas diarréias orais (ou comportamentais). Contarei brevemente algumas (no máximo duas). Primeira: a mulher entrega pra gente seu título de eleitor, e a gente repara que seu nome era "Fernando". "Pronto", pensamos, "é traveco". Olhei pra cara da mulher, olhei pro título... Pensei: "não pode ser, não tem cara de homem nem ferrando"... "mas, pensando bem, quando a luz bate nesse ângulo...". Então, quando a pessoa começa a assinar o nome, lemos "Letí..." Ufa! Ela só estava com o título de eleitor errado!

Segunda: era uma senhora, que cismava que havia um "quadradinho piscando na tela". Irei reproduzir o diálogo.

Mesário: A senhora já apertou os números do seu candidato? São cinco dígitos para vereador e, depois, mais dois para escolher o prefeito.
Senhora: Pronto, já digitei.
Mesário: Apareceu a foto do seu candidato?
Senhora: Não.
Mesário: Aperta "corrige" e tenta novamente.

Ficamos nisso por quase 15 minutos. Até que a supervisora ordenou que cancelássemos temporariamente a escolha daquela senhora e mandássemos outra pessoa votar. Fizemos. Mais duas pessoas votaram normalmente. A senhora voltou. E ela disse ter o mesmo problema novamente. Até que, irritados, tivemos a maravilhosa idéia de "recomendar" a ela: "Aperta o botão!". Sim. E então, ela conseguiu! O que significa que a retardada só estava passando o dedo por cima do botão! Que ela achou que iria acontecer? 'Taqueopariuné!

Por fim, só mais uma coisa: eu ODEIO carros de som. Odeio, mesmo. Está entre as cinco coisas que eu mais odeio no mundo. Época de eleição, então, quase que eu me defenestro. Ficam cinco carros de som, de cinco candidatos diferentes, cada um com uma musiquinha mais babaca que a do outro, todos passando ao mesmo tempo. Dá vontade de atirar neles com uma Kalashnikov. Por isso que não escolhi candidato para prefeito. Eu não consigo acreditar que uma pessoa que usa carros de som realmente queira o melhor para a cidade. Não faz qualquer lógica! Pelo menos para mim esse candidato está cagando. Conseqüentemente, estou cagando para ele também. Sejamos racionais! Carros de som causam n tipos diferentes de poluição: sonora, visual, atmosférica, mental, social, étnica, política, psicológica, auditiva, imagética e pleonásmica!

Vou acabar por aqui, já tá maior que deveria.


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2 de out de 2008

Música do mês

E a música escolhida fooooiii...


The Police - Synchronicity II


Another suburban family morning
Grandmother screaming at the wall
We have to shout above the din of our Rice Crispies
We can't hear anything at all
Mother chants her litany of boredom and frustration
But we know all her suicides are fake
Daddy only stares into the distance
There's only so much more that he can take
Many miles away
Something crawls from the slime
At the bottom of a dark Scottish lake

Another industrial ugly morning
The factory belches filth into the sky
He walks unhindered through the picket lines today
He doesn't think to wonder why
The secretaries pout and preen like
cheap tarts in a red light street
But all he ever thinks to do is watch
And every single meeting with his so-called superior
Is a humiliating kick in the crotch
Many miles away
Something crawls to the surface
Of a dark Scottish lake

Another working day has ended
Only the rush hour hell to face
Packed like lemmings into shiny metal boxes
Contestants in a suicidal race
Daddy grips the wheel and stares alone into the distance
He knows that something somewhere has to break
He sees the family home now looming in the headlights
The pain upstairs that makes his eyeballs ache
Many miles away
There's a shadow on the door
Of a cottage on the shore
Of a dark Scottish lake
Many miles away, many miles away



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1 de out de 2008

Playlist do mês

Antes de começar, gostaria de deixar BEEEEEEM claro: aplicarei novas regras ao blog durante esse mês. Até a semana que vem, creio, elas já serão notáveis. Hoje mesmo, já haverá uma.

E, começando, a palavra de ordem dessa playlist é "brega". E, antes que você pense em Reginaldo Rossi (droga, agora você já pensou...), vou logo esclarecendo: são as quinze melhores (óbvio que na minha opinião) músicas do Guitar Hero Encore - Rocks the 80's.

Na verdade, queria ter feito uma outra playlist, com um outro tema. Entretanto, não tive tempo de vasculhar minhas músicas nesse mês. Além disso, recentes acontecimentos requerem que eu seja um pouco menos parcial. Subseqüentemente, está aqui uma lista que eu já havia preparado há algum tempo.

1 - Quiet Riot - (Bang your head) Metal Health
2 - The GoGo's - We got the beat
3 - Flock of Seagulls - I ran (so far away)
4 - Skid Row - 18 and life
5 - Scorpions - No one like you
6 - Dio - Holy Diver
7 - The Vapors - Turning Japanese
8 - The Police - Synchronicity II
9 - Krokus - Balroom Blitz
10 - Oingo Boingo - Only a lad
11 - Dead Kennedys - Police Truck
12 - Iron Maiden - Wrathchild
13 - Judas Priest - Eletric Eye
14 - Winger - Seventeen
15 - Extreme - Play with me


As músicas destacadas são as minhas favoritas, mas não serão as músicas do mês.


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27 de set de 2008

Dignidade

O relato a seguir é meramente fictício. Qualquer relação com a realidade é mera coincidência.

"Pois é. Eu sei que não fiz o que ela queria que eu fizesse. Mas eu tenho minha dignidade, sabe? Eu sei que não dá pra ver, mas ainda me resta um pouco de bom senso e alguma dignidade. Não que ela se importe. Não que alguém se importe de verdade.

"Ela agiu como se eu a tivesse magoado por eu ter agido do jeito que achei que deveria. Rejeitou-me inúmeras vezes, mas quer que eu aja como um cachorro fiel, não é mesmo? Que importa, a ela, meu comportamento? Todas as vezes que eu fiz o que ela queria que eu fizesse, acabei desprezado, ignorado. E então eu faço o que meu resto de amor-próprio manda, e ela acha que tem o direito de tratar-me daquela forma?!

"Como alguém me explicaria suas ambigüidades? Tanta carência e tanta indiferença... Está sempre distante quando quero ouvir sua voz, mas reclama que não a procuro quando recupero minha sanidade. Ela não é minha dona. E nem quer ser. É como uma criança que deseja o brinquedo mesmo sabendo que irá quebrá-lo e esquecê-lo.

"Ela deveria relaxar, pois não irei mais desapontá-la. Nunca mais. Não que eu atingirei todas as suas expextativas. Pelo contrário, eu as retirei todas. Ela já não tem expectativas para comigo. Se tem, ela deve ter ultrapassado os limites da sanidade."


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26 de set de 2008

Maldita memória (seletiva)

Inferno! Pensei em mil coisas pra postar aqui durante o dia. Mas acabei me esquecendo de todas elas. Não era nada de muito interessante. O que significa que não ia mudar muita coisa por aqui.

Já que estou falando da minha capacidade de recordar, acho que posso manter-me nesse assunto. Eu esqueço. Sim, sou capaz de esquecer e perdoar. O que esqueço, entretanto, nunca é ruim. Só me esqueço do que foi bom. Esqueço-me da sua amizade. Dos dias incontáveis que partilhamos. Esqueço-me do cheiro da casa da vó. Esqueço-me da atenção que me davam e do interesse que demonstravam por mim. Esqueço-me dos cafés da manhã. E dos filmes da sessão da tarde. E dos doces que não fabricam mais. Em geral, esqueço as coisas comuns, triviais, mas agradáveis. Por Deus, não estou nem perto de ficar velho!

Mas há coisas de que me lembro. O tempo todo.

Lembro-me de ter sido o último. Sua última opção. Lembro-me das nossas brigas. Das vezes que não brigamos, mas que nos magoamos mais do que se tivéssemos brigado. Lembro-me da solidão. De dezembro. De janeiro. E de fevereiro. Dos meses que passei absolutamente só, tentando me enturmar e me acostumar. E lembro-me de não ter recebido uma ligação. Lembro-me do abandono. Lembro-me da rejeição. Lembro-me da exclusão. E do escárnio. Lembro-me das fugas - tanto as minhas como as de mim. Lembro-me das músicas ruins. E da minha arrogância, e da minha prepotência. E da minha insegurança. E das mentiras. E das ilusões. Lembro-me de ter sido usado. E das falsas esperanças, todas em vão. Lembro-me das oportunidades perdidas (inclusive aquela sob a chuva) e de todas as que nem ao menos tive (inclusive aquela sob o sol).

Mas só agora percebo que me lembro de tudo o que ficou e que me esqueci de tudo o que se foi.
E então percebo que acabo de estabelecer nova marca-recorde no quesito "post mais deprimente".

Ah, lembrei o que queria postar. Mas vou esperar um pouco mais.


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24 de set de 2008

Escolhas e des-escolhas

Não tente entender minha posição política, tampouco a minha posição religiosa. Não que sejam por demais complexas. Mas às vezes é bom ter medo da (minha) verdade. A chance de você não concordar comigo é grande. Grandíssima. Quase máxima.

Aos doze anos, já havia escolhido ser católico. Dois anos depois, voltei a pensar no assunto... Des-escolhi ser católico, mas escolhi continuar cristão. Aos quinze, des-escolhi ser cristão, mas continuei a ter uma fé em algumas coisas que, hoje, parecem-me magia. Hoje, escolho acreditar em nada. Não que acredite que Deus não exista. Mas eu não vou descobrir a verdade antes de morrer mesmo...

Aos doze anos, escolhi ser conservador. No ano seguinte, comecei a flertar com o socialismo, mas escolhi, paradoxalmente, o liberalismo. Aos quinze, des-escolhi o capitalismo e adotei de vez o socialismo. Mas nem tão de vez assim. Aos dezessete, des-escolhi isso, para não escolher mais nada. Talvez seja influência de Adam Smith, daquele pensamento de que todos agem, quase todo o tempo, apenas em virtude do próprio interesse. Olhando hoje, também o faz a esquerda. As pessoas não têm princípios fixos, agem apenas de acordo com o que é vantajoso no momento.

A explicação? Simples. Primeiro: toda forma de governo, bem como a ausência de governo, é um tipo de ditadura. Como escolher a melhor? Segundo: toda religião precisa de crença em magia ou algo do tipo. Como descobrir qual funciona de verdade?

Terceiro: A minha vida. Não a arriscaria por quase nada. Numa revolução, precisa-se de sangue, de combate. Vocês podem ser humanos, mas eu sou um animal - escolho a minha própria vida. Só entraria em combate por dois motivos: última chance de sobrevivência ou possibilidade de ganhar. É tolice lutar quando não se pode ganhar. Ninguém, em sã consciência, faria isso. Não que eu me renda ou me sujeite fácil. Mas dou meu jeito de me reconstruir até poder inverter a situação. Não sou um "missionário", tanto no sentido político como no religioso. Não me importo em ter de esperar, desde que consiga o que quero.


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19 de set de 2008

Estátua maldita!

Não sei o que se passa. Pessoal da Psicologia, dá uma olhada: eu sou um prato cheio para vocês. Isto é, se é que vocês ainda têm essa coisa de interpretar sonhos. Há um que vem me aterrorizando nos últimos meses.

Não me lembro de quando o tive pela primeira vez, mas sei que não faz muito tempo. No começo do primeiro sonho, estava na minha terra natal, andando pela rua, com amigos. Normal. Então, quando dou por mim, estou em Barcelona. Normal, morro de vontade de conhecer essa cidade, mesmo. Mas, andando pelas belas ruas que nunca vi em vida, só em sonho, e que talvez não existam, eu a vejo. Aquela maldita estátua! Estátua maldita, aquela! Tive medo! Não sei o porquê. Mas não podia continuar em sua presença. Sentia toda a minha alma corroída. Acordei.

No segundo sonho, eu estava em um enorme e desconhecido parque de diversões temático. E, no meio do caminho, ela me aparece, porém maior, mas mantendo as mesmas feições assombrosas. E eu acordei, tremendo de pavor.

Da última vez em que ela apareceu (e foi nesta semana), eu estava em Nova Iorque. No meio daquilo que, no meu sonho, seria o Central Park. Eu estava numa posição mais elevada, de onde eu via a rua que os nativos descreviam como a mais bonita da cidade. E na rua, havia várias estátuas funcionando como pilares para os belos teatros, cinemas e hotéis. Mas entre eles, havia uma casa horrível, com uma marcação em altíssimo-relevo na parede que mostrava imagens de pessoas agonizando. E, na entrada da grande casa, a estátua maldita! Mas agora, acompanhada por uma outra menos apavorante. Ambas imponentes, pareciam guardar a casa. Graças a Deus, acordei.

Como era a estátua? Homem velho, de grandes olhos assustadores, compridos cabelos e barbas, ambos esvoaçantes. Corpo forte e imponente, expresso assim desde o nariz.

Alguém se prontifica a interpretar o sonho ou a estátua?


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16 de set de 2008

Sobre os anarquistas de hoje (parte 2 de 2)

Como eu disse, odeio digitar. E hoje estou com uma preguiça danada... Mas não quero me deter muito tempo no mesmo assunto. Vou logo falar da idiossincrasia filosófica maior desses encardidos.

Uma coisa pela qual eles protestam insistentemente é na questão da qualidade de vida da classe trabalhadora. Em muitos sentidos. Eles querem salários mais altos. E serviços públicos melhores. O pior é que eles acham que é só fazer um piquetezinho, tomar a reitoria ou algo assim, e o mundo vai mudar, será decretado o fim do neo-liberalismo e o início do governo socialista mundial.Pfooo.

Mas o mais fantástico é aquele velho mote: "não à transformação da educação em mercadoria". Patrão diz: - Tá bom então. Só por você ter pedido, eu já mudei de idéia... Aliás, quer meu carro também?

Eles querem que a educação, numa sociedade mercadológica, crie seres pensantes, críticos...
Patrão diz: Para criticar o quê?
Anarco-encardido: O poder burguês!
Patrão: Opa! Tô nessa! Vambora então?!

Diabos!
Querem a revolução? Esperem pela situação revolucionária. Daí tu faz a festa. Mas convencer o de cima a levantar o de baixo é acreditar demais no ser humano.

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12 de set de 2008

Sobre os anarquistas de hoje (parte 1 de 2) - Prêmio Poubelle do mês

Eu pensei numa série de coisas pra postar hoje. Mas esqueci-me de todas. Menos uma! Então, lá vou eu, falar dos anarquistas, os infelizes que fecharam o lugar em que estudo essa semana, com uma barricada.

Na verdade, vou falar só sobre algumas das idéias de titica que eles tiveram nos últimos meses.

1 - Há uns seis meses, colaram um cartazes no instituto, dizendo: (1º) "abaixo o autoritarismo!"; (2º) "colegiado antidemocrático"; (3º) "a violência do povo é legítima! Morte aos opositores!".
Daí é fácil fazer democracia, né? Mata todo mundo que não concorda contigo e daí tu democratiza tudo! Fantástico! Assim, até o (sacripantas) General Francisco Franco iria querer democracia.

2 - Não tomam banho. Conseqüentemente, fedem pra chuchu. Ou melhor, pra repolho digerido gasoso.

3 - Nessa semana, como disse, fecharam o prédio em que estudo. O legal é que puseram um cartaz: "O colegiado não nos representa! 12 não falam por 2000"
Tá bom. O colegiado talvez não nos represente, e sem dúvida poderia ser melhorado. Mas, se 12 não deveriam falar por 2000 no colegiado, 12 poderiam falar por 2000 na hora de fechar o prédio? Eu sei que esses anarquistas são minoria. Levaram a melhor por terem se agrupado no começo do dia, enquanto nós, os "renegados" ficamos esparsos, geográfica e temporalmente divididos. Malditos!

Moral da história: a democracia só é boa quando se está por baixo; quando se chega ao topo, ninguém mais quer saber de democracia.


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10 de set de 2008

Crucificando Anões

Eu juro que não ia escrever nada hoje. Mas, tendo em vista o jogo da seleção, resolvi fazer uma aparição. Pra quê? Adivinha! Descer meu taco de baseball na cabeça de um certo Dunga, que não é o anão da Branca de Neve, muito pelo contrário, pois enquanto um fica calado, outro fala mais que deveria.

Devo revelar que não vi o jogo todo. Dunga não é o único culpado, mas é o único que põe (ou deveria pôr) o cérebro na equipe; os jogadores põem (ou deveriam pôr) o corpo e coração. De qualquer forma, eu gostaria de fazer algumas perguntas ao treinador.

- Para o senhor, empatar em casa contra a Bolívia foi um resultado satisfatório?
- O senhor já não sabia, ou pelo menos deveria saber, que a equipe adversária iria jogar retrancada?
- Ter um jogador a mais em campo durante quase 45 minutos não deveria ser um agente facilitador?
- Se o senhor não montou um time suficientemente bom para passar pela defesa da Bolívia, como espera chegar até a Copa do Mundo, quando terá que passar pela defesa de seleções como a alemã, a italiana, a inglesa, a togolesa, a sul-coreana...?
- Se não há tempo suficiente para treinar e entrosar bem o time, o melhor não deveria ser unir o "espírito" do grupo em vez de desagregá-lo, como o senhor fez assim que assumiu o comando?
- O senhor acredita que os jogadores sentiram seu dedo por trás?
- Ou a não-reação deles já demonstra que não sentiram dedo algum?
- O cabelo do Ronaldinho Gaúcho deixa clara a razão da fama de seus conterrâneos?
- Cê tem bruxove?
- Ter, tinha, acabou-se tudo?


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9 de set de 2008

The flamboyant invisible man

Tô meio sem idéias para a introdução dos meus assuntos de hoje, então vou pôr tudo sem introdução mesmo.

Fiquei sabendo, recentemente, que tem mais gente entrando, ou pelo menos passeando, aqui do que eu imaginava. O que é uma pena, mais para eles (no caso, vocês) que para mim. Sendo assim, eu deveria tomar mais cuidado com minhas postagens, certo? Certo. Mas não vou, tô nem aí. Quem sabe assim eles (vocês) tomam vergonha na cara e vão ler algo mais útil, como o blog do Allan Sieber ou bula de pomada para hemorróidas.

O segundo assunto é uma comparação entre os dias de hoje e ontem, ou melhor, sobre o tratamento que recebi nos dois dias.

Ontem, tive a sincera impressão de estar sendo evitado. Não pelos que eu conheço. Pelo menos não por todos que eu conheço. Mas por quem passava por mim. Pareciam todos fazer um esforço enorme para não me terem no campo de visão. Eu achei que tinha me tornado o fantástico homem invisível, tomei até fumaça de cigarro na cara; só percebi que não era quando fui cumprimentado por alguém... que eu não conhecia! Ainda bem, imagina só se eu tivesse tentado entrar no banheiro feminino.

Hoje, foi justamente o contrário! No começo, achei que eu apenas parecia com alguém que aquelas (estranhas) pessoas conheciam. Até que gente demais começou a me encarar. Fiz a conclusão óbvia - hoje eu devo estar mais bonito, não é? "Calma aí, não é só mulher que tá me encarando... E não é possível que haja tantos gays nessa cidade... E muito menos que eu seja bonito assim, pra chamar a atenção de tanta gente. Será que tem cocô de pombo na minha roupa? Ou chiclete no meu cabelo?"

Então eu me olhei no espelho: "Ué... tô vendo nada de estranho, pelo menos nada que seja novo, só as esquisitices de sempre mesmo. Santas Armas de Destruição em Massa, Batman! Que diabos se passa?"

Nunca achei que evitassem me olhar tanto quanto ontem. E nem que me encarassem tanto quanto hoje. "Não é ciência, é macumba!" Só pode ser!


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5 de set de 2008

Entrando na balada.

Eu sei que tenho cara de novo. E, na foto do RG, eu tinha uns doze anos. Mas a classe dos seguranças de boate acabam de entrar na minha lista das coisas mais odiadas (por mim, óbvio). Não que eu tenha sido barrado. Mas eles demoraram uns minutos pra me deixar passar.

Olharam e viram minha cara, de aparência mais juvenil, digamos assim, em comparação ao pessoal que estava comigo. Pediram RG. Normal. Mostrei. O primeiro deles olhou sei-lá-quantas-vezes do RG ao meu rosto. "Cara, crachá, cara, crachá, cara, crachá". Que que ele achou? Que meu rosto mudaria? Se cada vez que ele fez isso minha idade fosse acrescida em 10 anos, eu já estaria mais velho que o Cid Moreira (mas mais novo que a Hebe).

Então o primeiro segurança passou pro segundo (sim, são necessários dois seguranças pra trocar uma lâmpada) o meu RG. E o outro fez a mesma coisa. Se eles fossem meio afetados, iria achar que estavam querendo trocar uma idéia. Ou outras coisas mais "fluidas".

O segundo orangotango teve a (brilhante) idéia de me perguntar meu nome completo. Por mil ratazanas aquáticas! Ele achou o quê? Que o RG era falso? Porque diabos eu iria fazer um RG falso com a foto de um moleque de doze anos? Mas há outra hipótese, né? A de que o RG não fosse meu. De qualquer forma, o cara continuou perguntando pelo nome dos meus pais. Se o RG não fosse original ou meu, eles acham que eu não teria me dado ao trabalho de decorar essas informações?

Qual seu nome?
Eric XWZ
E o da sua mãe?
M XWZ
E o do seu pai?
errr... R XWZ

E o infeliz ainda perguntou pela data de nascimento.
- hmmm... 6/Julho/1992... Poutz!
- A-há! Agora eu te peguei!

"E no oitavo dia, MacGyver inventou a babaquice". Porque, MacGyver? Porque fizeste isso?

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P.S.: Felizmente, eu entrei.

2 de set de 2008

Música do Mês de Setembro

Curiosidade inútil: pela primeira vez, a música escolhida para ter sua letra postada aqui não é a décima quinta faixa da Playlist.

E a música escolhida foi... (ao som de tambores rufando)


Black Sabbath - Iron Man

I am Iron Man!

Has he lost his mind?
Can he see or is he blind?
Can he walk at all,
Or if he moves will he fall?
Is he alive or dead?
Has he thoughts within his head?
We'll just pass him there
why should we even care?

He was turned to steel
in the great magnetic field
When he travelled time
for the future of mankind

Nobody wants him
He just stares at the world
Planning his vengeance
that he will soon unfurl

Now the time is here
for Iron Man to spread fear
Vengeance from the grave
Kills the people he once saved

Nobody wants him
They just turn their heads
Nobody helps him
Now he has his revenge

Heavy boots of lead
fills his victims full of dread
Running as fast as they can
Iron Man lives again!


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1 de set de 2008

Playlist do Mês de Setembro

Chegou o momento mais esperado para mim, e mais potencialmente temido e desprezado pelos meus (sic) leitores - a playlist do mês. Gosto porque vejo nela um meio de falar de mim mesmo sem fazê-lo explicitamente.
As músicas desse mês foram selecionadas a partir do Guitar Hero.
Espero que apenas alguns gostem :P

1 - The Ramones - I wanna be sedated
2 - White Zombie - Thunder kiss 65
3 - Depp Purple - Smoke on the water
4 - Boston - More than a feeling
5 - ZZTop - Sharp Dressed Man
6 - Black Sabbath - Iron Man
7 - Megadeth - Symphony of Destruction
8 - David Bowie - Ziggy Stardust
9 - Helmet - Unsung
10 - The Jimi Hendrix Experience - Spanish castle magic
11 - The Red Hot Chilli Peppers - Higher ground
12 - Blue Öyster Cult - Godzilla
13 - Steve Ray Vaughn - Texas flood
14 - Pantera - Cowboys from hell
15 - Ozzy Osbourne - Bark at the moon


Há outras faixas que eu gostaria de colocar, mas as separei para outras playlists...

Desconectando.

31 de ago de 2008

Diabos

Essa merda aqui tá defeituosa!
Pra mim já é Setembro, mas ele tá marcando como Agosto...

29 de ago de 2008

Just the booze doing the talking

Festa hoje!
Ueba!
Acabou!
Que pena!

Maybe it's just the booze doing the talking here, but...
Tomara, de verdade, que ninguém venha a ler esse post. É o mais deprimente até agora. Com cinco ou seis pontos de vantagem sobre o segundo colocado. Não é que não tenha dado certo... "But either you die as a hero, or you live long enough to see yourself become the villain". A última hora foi um desastre... De zero a cem... E de cem a zero... Pra tudo isso, não precisei de muito tempo... E tudo começou e terminou com e por causa da bebida... Reticências demais... Juro que vou parar.

Há muito tempo que eu me sentia um "Stitch" - esquisito e "fofinho" (adjetivo desprezível), mas mais esquisito que qualquer outra coisa. Por algum tempo, hoje, eu me senti a "bola da vez". Achei que eu tivesse voltado a ser moda. Mas depois...

Cinco minutos - Daqui a pouco volta.
Dez minutos - Nada demais.
Treze minutos - Vou tentar chamar.
Quinze minutos - Estou começando a achar que estou sendo evitado.
Dezoito minutos - Vou tentar chamar, novamente.
Vinte e cinco minutos - Vou tentar chamar, novamente, novamente.
Meia hora e uma aparição - Hã?!
Trinta e sete minutos - Eu vi o que vi?
Trinta e nove minutos - Sumiu. Pode ser a bebida.
Quarenta e dois minutos - Eu estou definitivamente sendo evitado.
Quarenta e três minutos - Gostaria de ter sido avisado.
Quarenta e sete minutos - Party is over for me... No hard feelings, right?
Cinqüenta minutos - Como eu deveria me sentir?
Cinqüenta e nove minutos - Porra, esqueci os óculos!

Entre o trigésimo e o quadragésimo quarto minutos, senti-me um prêmio de consolação. I guess I've lived long enough to see myself become the villain... Depois comecei a me sentir culpado. E então, fiquei definitivamente confuso. Ainda estou sem saber a verdade. A dúvida me mata. Mas talvez seja melhor nunca saber a verdade. "Truth is the only sword bleeding minds". A dúvida machuca, mas a verdade poderia doer. Será que estou viajando demais? Complicando o que é simples?

I don't know... Maybe it´s just the booze doing the talking here.

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26 de ago de 2008

Quanta babaquice!

Estava com muita coisa na cabeça pra falar. Entretanto, resolvi falar só sobre babaquices que eu ouvi ou li recentemente.

Vou começar por um pedaço de um livro do E.J. Hobsbawm. Em "A Era dos Extremos", ainda na introdução, o indivíduo diz algo mais ou menos assim: se o século XX foi uma bosta na questão bélica (o século mais assassino da história, mais ou menos assim que ele diz), mas foi maravilhoso do ponto de vista tecnológico, então por quê havia mais apreensão que esperança na virada do século? Vou te explicar do modo mais estúpido que eu conseguir: o teu computador, por mais pornografia, sacanagem ou sexo bizarro que possa te fornecer, não (pelos menos até agora) pode substituir teu cônjuge (ou teu cachorro, tua cabra, teu galho de árvore, teu buraco na parede) morto na guerra. Mas, por outro ponto de vista, devia ser comemorada, mesmo, a virada do século, né? Afinal, se esse foi o século mais assassino da história, isso significa que não pode ficar pior. Eba, vamos festejar, gente!

A segunda babaquice eu li num outro blog: celular é pior à saúde que cigarro. A questão é bem simples: em quem eles fizeram os testes para provar isso? É que eu acho meio difícil um rato falar no celular, ou um cachorro tragar um pouco de nicotina...

A terceira babaquice: a satanização da seleção masculina de vôlei. Acontece. Eu sei que o ouro e o bronze se ganham, mas a prata se perde. Contudo, tínhamos, possivelmente, o melhor levantador do mundo (Ricardinho), e o cara teve que ser substituído por um ótimo levantador, mas que não é tão talentoso (Marcelinho). Que não digam que faltou gás ou força de vontade do nosso lado. Ou que sobrou sorte no lado americano. O time americano foi, novamente, superior.

A quarta babaquice: alguém ter torcido contra o Phelps. "Americano é tudo cuzão", eu ouvi. Então quer dizer que o país se estruturou (por bem ou por mal) para ser o hegemônico e que o cara (Phelps) treinou pra caralho (óbvio que, também, ele tinha o melhor equipamento, mas não se esqueça de que a mãe dele o sustentou, assim como seus dois irmãos, absolutamente sozinha, apenas com o próprio esforço) e tu ficou em casa REZANDO pra que ele perdesse? Com todo o respeito, talvez não seja Phelps o cuzão.

A quinta (e última) babaquice (do dia): a Preta Gil. Há pouco eu li no blog dela ela se perguntando algo como "o que acontece que faz com que a Mulher Melancia seja chamada de 'gostosa' e eu sou sempre humilhada?" Francamente, por mais que as medidas do busto e da bunda de ambas sejam parecidas, digamos que há, na Preta Gil, um grande intervalo no meio que compromete a "fama" de seu corpo. Mas que é ridículo alguém ter a bunda como profissão por tanto tempo, isso é.

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23 de ago de 2008

Semana em Sampa (parte 4 de 4)

Como todo mundo (não que eu ache que mais que dois sadomasoquistas efetivamente tenham passeado por esse blog) já deve ter percebido, acabaram-se minhas idéias para continuar a não-tão-fantástica-assim saga "Semana em Sampa". Mas, como disse E.J.Hobsbawm (embora eu normalmente prefira as frases de H.J.Simpson ou de O.J.Simpson), a maior parte das pessoas só consegue entender sua vida olhando em retrospecto. E é nesse mote que eu continuo.

Quando deixei minha terra, imaginei que várias coisas iriam acontecer. A maior parte delas não aconteceu. Na verdade, sempre que eu imagino algo, acontece o contrário. Anyway, a única coisa que merece comentário está no fato de eu ter me tornado um apátrida. E para quem sempre reclamou de não ter apelidos, agora eu tenho dois (ou mais), ambos referentes à questão geográfica.

Isso fez com que eu percebesse algo nem-tão-inovador-assim: brasileiros (mais que os americanos, feitos de chacota ao redor do mundo por causa disso) não conhecem NADA de Geografia.

Em niterói, sou chamado apenas de "paulista". Não que isso me irrite. Mas eu não sou o único paulista. Quando gritam "hei paulista!", há sempre, para meu espanto, umas sete pessoas (duas definitivamente não-paulistas) que olham. E por mais que eu diga que eu sou paulistano, ninguém parece notar a diferença entre ambos. Ninguém também parece saber localizar a cidade no mapa.

Para que não digam por aí que sou bairrista, vou contar o que acontece em São Paulo (o que é tanto pior). Numa das primeiras vezes que eu voltei pra lá, algumas pessoas vieram com uma história de "e aí carioca, tudo bom?". Mas como é que eu não percebi? Nasci e fui criado num lugar, mas depois de três meses fora, eu, obviamente, não devo ser ligado àquele lugar. Então me veio um cara que nasceu em Mucugê (espero que seja assim que se escreve), na Bahia e me disse:

- Lógico! Eu nasci na Bahia, mas moro aqui, portanto eu sou paulista.

Tá bom né, vamos dar um crédito, afinal, o cara nasceu em Mucugê, não podemos tirar sarro dessas coisas. Aqui no Brasil (às vezes) é feio tirar sarro de alguém por causa de problemas mentais. Mas é óbvio que um cara que nasceu no interior da Bahia (e não me contradigam!) prefere se dizer paulista. Que mulher iria falar com ele se soubesse que o cara vem de Mucugê? Ele sem dúvida esconde isso de todas elas. Afinal, quem nasce em Mucugê, é o quê? Cagado, né...

Mas, voltando à parte da ignorância brasileira em Geografia, o que chama a atenção é - quem nasce e cresce em São Paulo e mora em Niterói pode ser chamado de inúmeras coisas, menos de carioca. Ninguém lá parece já ter ouvido falar em Niterói. Ninguém no Brasil parece compreender o uso de gentílicos.

Lá vai, em maiúscula, pra não ter engano:
QUEM NASCE NO ESTADO DE SÃO PAULO É PAULISTA, QUEM NASCE NA CAPITAL É PAULISTANO. QUEM NASCE NA CIDADE DO RIO DE JANEIRO É CARIOCA, QUEM NASCE NO ESTADO DO RIO DE JANEIRO É FLUMINENSE.


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20 de ago de 2008

Futebol Olímpico

Esse era outro Runner-up do Prêmio Poubelle do mês. O futebol da seleção brasileira não só está horrível, como tem mentalidade de time pequeno. Daqui há uns anos vão todos usar a expressão "momento Dunga" para definir times que passam por tempos difíceis, com mentalidade de anão...

Perder pra Argentina é normal. Com o Dunga, a seleção brasileira já perdeu até pra Venezuela. Passou sufoco para ganhar do Canadá. Essa é a conseqüência, né?

Legal mesmo deve ser o pensamento do Ricardo Teixeira: "Ah, tem um cara novo aqui... Depois de tanto reclamarem do Parreira, que permitiu que jogadores redondos como uvas jogassem, o que pode ser pior? Lugar de novato é na seleção! Daí, depois que o Brasil passar sufoco pra ganhar so Canadá, perder pra Venezuela e não conseguir, em casa, ganhar da Argentina, então a gente manda ele pras Olimpíadas, acho que vai dar tudo certo..."

E no final do jogo, depois que a Argentina fez o terceiro gol, Tiago Neves e Lucas tiveram a brilhante idéia: Bom, como eu posso ajudar minha equipe? Já sei, é só descer porrada no Mascherano! Aposto que, se eu não estiver em campo, o Brasil pode virar o jogo nesses dez últimos minutos.

E não nos esqueçamos de Marcelo e Ronaldinho Gaúcho, que fizeram gracinha o jogo inteiro, mas nem entraram na pequena área. Não driblaram ninguém e não colocaram ninguém na cara do gol. Futebol pra eles é só passar o pé por cima da bola.

Tem também os zagueiros, que só lembravam que estavam jogando futebol na hora de pular no joelho do Messi. Na hora de marcar o Aguero, não tinha zagueiro nenhum em campo.

Pelo menos as meninas, que são mais machos que eles, já garantiram a prata. Só não pode acontecer como em Atenas 2004, quando a safada da juíza não marcou irregularidade no recuo feito à goleira pela zagueira americana.

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18 de ago de 2008

Olimpíadas

Os Jogos Olímpicos bem que poderiam receber o prêmio Poubelle esse mês. Mas, talvez eu faça isso daqui a quatro anos. Na verdade, o que merece destaque mesmo é a atuação do Brasil.

Até o presente momento, estamos, no quadro de medalhas, atrás de gloriosos países, verdadeiras potências do esporte mundial, como Quênia, Jamaica, Etiópia, Geórgia, Cazaquistão, Zimbábue, Azerbaijão (minha maior surpresa, não esperava que um país que é apenas um deserto de fogo pudesse estar em 31º lugar), Indonésia e Mongólia. Bom, pelo menos a Indonésia é a quarta maior população do mundo, uma posição à frente do Brasil. O único país que tem mais vergonha que a gente, nesse momento, é a Índia, que só conquistou UMA medalha de ouro e nada mais.

Pelo menos, o Brasil já está em duas finais, uma no Vôlei de Praia Masculino e outra no Futebol Feminino; e isso garante mais duas medalhas para o Brasil, pelo menos de prata. Considerando a pior das hipóteses, o Brasil passaria, pelo menos temporariamente, Azerbaijão, Indonésia e Mongólia.

Para encerrar, gostaria de deixar bem claro duas coisas. Primeiro, não critico a maior parte dos atletas brasileiros (à exceção daqueles a quem faltou garra, como os ginastas e as raparigas do Handball, as quais disperdiçaram as oportunidades de ganhar seus jogos e passar pra próxima fase), pois o problema do Brasil não é de talento, mas de estrutura. Segundo, não falarei sobre as belas competidoras que eu pude observar durante a competição, apenas pra não acharem que estou tarado no momento em que escrevo.

Parabéns Cielo, parabéns Judô. Espero poder completar minhas parabenizações mais pra frente.

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16 de ago de 2008

I'm freaking out!

Estou não me sentindo muito bem, para usar um eufemismo. Para explicar: eu fico me colocando em armadilhas, cada vez mais fantásticas e mirabolantes. Não que minha situação pudesse ser muito melhor se eu não fizesse isso. Mas é como se meu inconsciente dominasse o meu consciente para me sabotar.

Consciente diz - Inconsciente subversivo! Vai tomar porrada!
Inconsciente diz - Você não passa de um peidinho cansado, vai fazer nada não!
C - Eu já te dominei antes e posso dominar novamente!
I - Pfoo, quando foi isso que eu não me lembro?
C - Onde você estava dia nove de setembro de 2006?
I - Como assim, onde eu estava? Que pergunta mais idiota! Você acha que eu fui fazer o quê, seu mentecapto? Comprar cigarros?
C - Mas você não fuma!
I - Tu é lerdo ou tá de sacanagem?

Inconsciente começa a estrangular o Consciente com o fio do telefone.
C - Me solta, seu calhordas!
Inconsciente começa a rir descontroladamente, e Consciente toma-lhe o fio do telefone, mas resolve espancá-lo na cabeça [Droga, essa cena estava bem mais realista na minha cabeça].
C - Vou te bater tão forte que tu vai voltar pra semana passada!
I - Pára de falar e FAÇA!
Consciente hesita.
I - Não consegue, não é mesmo? Não tem colhões para tomar o controle, nunca teve. Justamente por isso a ordem natural das coisas é que eu domine e você seja subjugado.

Consciente, chorando e tremendo, saca a arma.
C - Eu sabia que um dia você me forçaria a isso!
I - Quê? Nãããããããããããããããããooo.
Consciente atira no peito do seu rival, e depois atira na própria cabeça.

E foi assim que meus neurônios se tornaram anarquistas. Mas, por sorte, esse delírio anarquista durou pouco. Os neurônios ainda não sabem, mas pouco depois uma força invísivel assumiu o controle... Viva a esquizofrenia!


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P.S.: Inconsciente e Consciente foram levados diretamente ao hospital e, apesar dos ferimentos graves, passam bem.

8 de ago de 2008

Ossétia do Sul - Independência? (Prêmio Poubelle do Mês)

Antes de tudo, gostaria de dizer que, finalmente, poderei dar o rumo que gostaria ao blog. Jogar numa lata de lixo (poubelle) tudo o que aparecer na minha frente. E o Prêmio Poubelle do mês vai para... O Cáucaso.

Não achei que fosse escrever novamente hoje, mas é impressionante. Qualquer merda que acontece na Europa já faz com que nasça um movimento separatista. Se tivesse petróleo em Nancy, até esta pequena cidade iria querer reivindicar independência do resto da França. Bastava só aparecer um parisiense bêbado arremessando papel higiênico em uma das escolas municipais de Nancy, que já haveria uma guerra - apesar da ONU (que seria melhor reconhecida, muitas vezes, por ANUS - Americanos Nacionalistas Unidos pela Segregação) e da UE insistirem para que os países não declarassem guerra, afinal, esse é um nome muito feio e bobo, por mais que existam já cinco milhões de mortos e feridos dos dois lados nos últimos três meses (não, eu não estou falando do Rio de Janeiro).

Como o título já avisa, dessa vez é a Ossétia do Sul que quer, desde 1992, separar-se da Geórgia, contando com o apoio da Rússia, "inclusive pelo grande número de habitantes russos", diz a matéria. Nessas horas, deixam de existir todas as etnias russas responsáveis por inúmeros conflitos armados; se tem petróleo no meio, todos os russos se unem pra foder com o país dos outros (relaxem, russos, não é privilégio seu). Aliás, na Europa (e, de acordo com os "intelectuais" metidos a cool, também na África), um bairro = uma etnia.

"O líder separatista da Ossétia do Sul, Eduard Kokoiti, afirmou que o conflito matou aproximadamente 1.400 pessoas na região, de acordo com a agência de notícias russa Interfax." Bom, vendo pelo lado positivo, só devem restar mais uns treze ou catorze habitantes naquele lugar, o que não dá muito mais espaço para matanças.

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Música do Mês

Sim! Meu teclado voltou ao normal! Mas a minha vontade de escrever tudo errado continua a mesma. Em compensação, posso agora usar o verbo 'haver' sem nenhum problema. Antes, HAVIA problemas na utilização desse verbo no presente. Agora, não HÁ mais! ThankGod.
De qualquer forma, isso, hoje, não importa muito. Hoje é dia apenas de postar a letra da música do mês. Só que eu fiz uma cagada sem precedentes na playlist desse mês - foi exageradamente aleatória. Em compensação... Em compensação porra nenhuma, já escolhi a música do mês e não preciso mais enrolar.

The Strokes - Heart in a Cage

Well, I don't feel better when I'm fucking around;
And I don't write better when I'm stuck in the ground.
So don't teach me a lesson, cause I've already learned.
The sun will be shining and my children will burn.

The heart beats in its cage.

I don't want what you want, I don't feel what you feel.
See I'm stuck in a city, but I belong in a field.
We got left, left,left, left,left, left, left.
Now it's three in the morning and you're eating alone.

The heart beats in its cage

All our friends, they're laughing at us.
All of those you loved you mistrust.
Help me, I'm just not quite myself.
Look around there's no one else left.

I went to the concert and I fought through the crowd -
Guess I got too excited when I thought you were around.
He gets left, left, left, left, left, left, left
I'm sorry you were thinking I would steal your fire.

The heart beats in its cage,
Yes, the heart beats in its cage,
Alright.
The heart beats in its cage.



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1 de ago de 2008

Semana em Sampa (parte 3 de 4)

Putz, nao sei mais o que escrever. Enquanto estive em Sampa, passei em muitas coisas que mereceriam aparecer aqui. Como eu nao me lembro, inventarei, talvez, alguma coisa. Ou farei comentahrios que poucos entenderiam.

Mudei de idehia. Antes, ao mudar de idehia, apagava tudo o que tinha feito antes. Nao sou mais assim. Agora, eu mudo de idehia, mas deixo o passado como estava, pois estava certo naquele momento.

A maior parte das pessoas que eu conheco, quando parecem nao saber mais o que falar, comecam a puxar o saco de alguehm. Como se fossem conseguir qualquer coisa com isso. Eu nao; eu comeco a fazer comentahrios. Na semana que passei em Sao Paulo, percebi outra mudanca no meu comportamento: o tipo de comentahrios que faco. Antes, fazia comentahrios sobre as coisas de que eu gostava ou demonstrando meu ohdio por todas as outras. Hoje, nao faco muitos comentahrios sobre coisas de que eu gosto, mas sobre as quais o interlocutor possa gostar. Mas, principalmente, meus comentahrios de ohdio se transformaram em comentahrios de desprezo, cheios de um humor ahcido, sobre tudo aquilo do que discordo. Entretanto, nunca sao sobre pessoas das quais finjo gostar - nao finjo gostar de ninguehm. Se gosto, apenas finjo gostar um pouco menos, para que nao achem que eu dou valor demais a elas.

E, antes que vocee percebesse, acabei falando sobre absolutamente nada, numa continuacao sobre a postagem anterior aa Playlist do mees de Agosto.

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Playlist do Mees de Agosto

Essa eh, sem duhvida, a lista mais aleatohria do mundo. Mas, dane-se

1- Franz Ferdinand - The Dark of the Matinee
2- Iron Maiden - Invaders
3- The Killers - Shadowplay
4- Twisted Sister - We're not gonna take it
5- Queens of the Stone Age - First it giveth
6- The Who - My Generation
7- Queen - Dragon Attack
8- Bad Religion - Atheist Peace
9- The Red Hot Chilli Peppers - Californication
10- Moptop - 2046
11- Titas - Nao fuja da dor
12- Sum 41 - In Too Deep
13- Blink 182 - The Rock Show
14- Raimundos - Esporrei na Manivela
15- TheStrokes - Heart in a Cage


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31 de jul de 2008

Semana em Sampa (parte 2 de 4)

Nada eh como era. Fui a Sao Paulo, e nada mais eh como costumava ser. Nao que a cidade agora pareca estranha a mim. Muito pelo contrahrio, minha familiaridade com ela eh a mesma de antes. Mas a relacao com as pessoas de lah mudou muito.

Antes, eu nao conseguia sair de casa sem encontrar alguem conhecido. Passei 7 dias lah, e as pessoas conhecidas que eu encontrei eram apenas aquelas com quem eu jah tinha marcado de me encontrar. O elemento-surpresa, dessa vez, nao houve. Mas houve o elemento-decepcao.
Decepcao. Se alguehm estah realmente lendo esse blog, irah estranhar. Ninguehm me decepcionou de verdade. Tirando eu mesmo. Decepcionei-me, pois passei sete dias lah, e nao consegui encontrar todos que queria. Nao apenas por minha responsabilidade - as pessoas teem suas prohprias vidas pra viver. Ou seja: horahrios nao bateram. Finalmente eu me dei conta do maior problema nas relacoes com meus verdadeiros amigos - a maldita relacao tempo-espaco. Pelas minhas coordenadas, soh havia possibilidade de encontrar alguehm durante o dia. Mas hah amigos que eu soh poderia encontrar durante a noite.

Hah tambehm gente que eu nao poderia encontrar. Por motivos pessoais. Nada que eu queira explicar. Digamos apenas que seria meio constrangedor (para mim).

Foi quando eu finalmente percebi o quanto minhas relacoes na minha terra natal esfriaram. Hah quem diga que a culpa eh inteira minha. Talvez seja. As conversas nao sao mais como costumavam ser, sobre pequenos elementos cotidianos e sem importaancia. Sao agora sobre assuntos grandes e gerais, sem nunca os aprofundar muito. Nao faz mais lohgica. E quando se acabam os assuntos gerais, torno-me a pessoa mais desinteressante do mundo. Pois nao hah nada mais a dizer - os assuntos cotidianos comecam a parecer patehticos.

Considerando as relacoes que eu tenho em Niterohi, talvez eu tenha esfriado nao soh o laco que me une a meus amigos, mas tambehm tenha me esfriado a mim mesmo, e, num momento esquizofreenico, o laco que me une a mim mesmo.

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28 de jul de 2008

Semana em Sampa (parte 1 de 4)

Pois eh... Fui a Sao Paulo, passar uma das minhas curtas trees semanas de fehrias. Apesar de todo esse tempo, meu PC continua "complicado", para dizer o mihnimo.

A semana foi muito boa, mas nao consegui ver todos que queria. Em compensacao, vi gente que nao dava a mihnima pra ter visto. Infelizmente. Nao por minha causa, ou por minha vontade, obviamente. Mas o fato relevante eh que eu ainda devo visitas a muita gente. Meus amigos mais prohximos, principalmente. Juro que nao prohxima vez, farei o maior esforco para conseguir os ver.

Como eu jah disse, a semana foi muito boa. Mas o primeiro sahbado (dia em que eu cheguei) foi especialmente complicado. Estava na casa de uma amiga minha. Para preservar sua identidade, irei chamah-la de CGS. Sei que nao adianta, mas eh o q posso fazer. Voltando ao assunto, no sahbado, apohs sair da casa de minha tia, fui aa casa de CGS. Ela ia reunir um pessoal e fazer um churrasco. Legal, neh? Wrong answer. Para mim, foi um verdadeiro desastre. Ela nao me deu qualquer atencao, a despeito da calorosa saudacao quando cheguei. Da mesma forma agiram os outros que estavam lah. Nenhum se prestou a trocar mais que cinco frases em sequeencia comigo. Sim, eu os conhecia. Tinha jah praticado voolei com eles durante alguns meses, num clube da Zona Norte de Sampa. Nao sei, ateh agora, se essa escassez de comunicacao significa falta de interesse ou de capacidade. Nao importa.

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17 de jul de 2008

Muhsica do Mees

Mais uma sessao fixa aqui no blog. Como nos prohximos meses, uma muhsica da playlist serah escolhida para ter sua letra aqui publicada.

Apesar de talvez parecer uma escolha estranha, no final do mees justificar-se-ah.


Music of the Night, de Andrew Lloyd Weber

Night-time sharpens,
heightens each sensation . . .
Darkness stirs and
wakes imagination . . .
Silently the senses
abandon their defences . . .
[Helpless to resist the notes I write,
For I compose the music of the night]

Slowly, gently
night unfurls its splendour . . .
Grasp it, sense it -
tremulous and tender . . .
Turn your face away
from the garish light of day,
turn your thoughts away
from cold, unfeeling light -
and listen to
the music of the night . . .

Close your eyes
and surrender to your
darkest dreams!
Purge your thoughts
of the life
you knew before!
Close your eyes,
let your spirit
start to soar!
And you'll live
as you've never
lived before . . .

Softly, deftly,
music shall surround you . . .
Feel it, hear it,
closing in around you . . .
Open up your mind,
let your fantasies unwind,
in this darkness which
you know you cannot fight -
the darkness of
the music of the night . . .

Let your mind
start a journey through a
strange new world!
Leave all thoughts
of the world
you knew before!
Let your soul
Take you where you
long to be !
Only then
can you belong
to me . . .

Floating, falling,
sweet intoxication!
Touch me, trust me
savour each sensation!
Let the dream begin,
let your darker side give in
to the power of the music that I write -
the power of the music of the night .

*
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14 de jul de 2008

Playlist de Julho

Bom, se eu sou todas as coisas que eu disse no post anterior (e levando em conta meu narcisismo arrogante e egoceentrico - soh o que estou fazendo eh falar de mim mesmo por enquanto), eh a vez da Playlist do mees.

Essa serah uma sessao fixa, assim como outras que ainda estao por vir.


1 - David Cook - I'm alive
2 - David Archuleta - In this moment
3 - David Cook ft David Archuleta - Hero
4 - Michael Johns - Go your own way
5 - Vampire Weekend - A punk
6 - Queen - The march of the Black Queen
7 - Black Tide - Schockwave
8 - White Stripes - Seven nation army (praticamente o tema da Eurocopa)
9 - Bajofondo Tango Club - Pa'Bailar
10 - Serj Tankian - Jeffery are you listening?
11 - Mohair - Keep it together
12 - The coral - Dreaming of you
13 - Coldplay - Violet hill
14 - Jason Castro - Hallelujah
15 - David Cook - Music of the Night

Tah bom, eu sei, essa sequeencia nao faz lohgica. Mas eu nao me importo. Faco a lista que me dah na telha.

p.s.: sim, Diego, eu brinco com sua sanidade, brinco com a de todo mundo. Hah quem nao aguente - vocee ateh conhece alguem que nao aguenta, que passa metade do dia tentando me ofender via Internet.HAHAHAHA.


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12 de jul de 2008

Quem sou eu?

Chego aqui e uma das primeiras coisas que me eh pedida eh uma auto-descricao.
Assim, tao repentino?
Nao vai me oferecer nem um drink antes?

Aliahs, qual eh o verdadeiro sentido dessa pergunta?
e qual eh o verdadeiro sentido da resposta?

A melhor resposta em que eu consegui pensar foi - eu sou meu paihs, eu sou minha cidade natal, meu estado natal, minha cidade atual, meu estado atual, os bairros em que eu morei, as escolas em que eu estudei, os lugares que eu frequentei, as muhsicas de que eu gosto (e um pouco ateh das muhsicas de que jah gostei), os filmes de que eu gosto, os desenhos e sehries de TV a que eu assisto ou assistia, os livros que li (gosto de todos os que leio, nao tenho tempo para desgostar), as comidas que comi, as comidas das quais eu realmente gosto, os cachorros e pahssaros que tive, os jogos que eu joguei, os brinquedos que eu tive, as roupas que usei, MAS, PRINCIPALMENTE, as pessoas que eu conheci, os amigos que fiz, os amigos que tenho, meus parentes (um pouco ou muito), meus pais e minha irma.

Depois de tudo isso, ainda resta uma pergunta, vinda de uma muhsica da banda "The Smiths" - In my life, why do I give valuable time to people who don't care if I live or die?

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11 de jul de 2008

Puta merda, eu tenho um blog

Impressionante: rendi-me a isso. Rendi-me aa tortura que me eh digitar. Existem poucas coisas que eu detesto mais que digitar. Ao longo dos meus posts vocees irao descobrir o quee. Nao recomendo ninguehm a tentar ler meus posts por inteiro - talvez soh os meus amigos, cuja sanidade jah testei.

Para os chatos de plantao - meu teclado estah horroroso, entao, por enquanto, minhas mensagens possuirao enormes falhas, a comecar pela ausencia de cedilha e da maior parte dos acentos.
Substituirei, na maior parte das vezes, acento agudo pela letra 'h', o acento grave e o circunflexo pela letra que deve ser acentuada. O til serah simplesmente abolido. Assim como a cedilha. Talvez isso seja soh o que eu tenho a dizer por enquanto...


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