28 de jan de 2011

Chapolin Begins



"Eu vou comprar roupas pra todo mundo que precisa de roupa, como aquelas pobres senhoras que aparecem naquelas revistas que o senhor lê..." Chapolin

20 de jan de 2011

Berlusconi Stifler?



Old but gold. A maior merda é que se ele fosse pobre tinha tomado porrada, mas como é rico e poderoso, nada acontece.

17 de jan de 2011

História real. Ou não.

Caso seja uma história real, presuma que mudei os nomes dos personagens, está bem? Aviso: ela é simples e absurdamente mal escrita.

O Vento do Javali (ou Não Te Quero)

Olof era amigo de Sofia havia pouco mais de um ano. No começo, ele sentia uma atração enorme por ela, mas foi rejeitado. A atração não sumiu, mas foi sublimada e eles puderam ser amigos.

Olof conheceu Demétria mais ou menos na mesma época, mas a relação não se desenvolveu tão rapidamente quanto a entre Olof e Sofia, provavelmente porque Olof não sentia uma atração muito forte por Demétria. Mas ela por ele sentia.

Após algum tempo, eles começam a se aproximar e Demétria usa seus melhores atributos para envolver Olof. Ele não se apaixona, mas se envolve. E quer se apaixonar, sabe que Demétria o merece. Aos poucos o afeto cresce.

Enquanto isso, Sofia teve um rápido relacionamento-zumbi com um antigo namorado, Jaume. Ela ainda o amava profundamente e achou que dessa vez tudo seria diferente, que ele teria realmente mudado. Mas o que era maravilha na primeira semana virou um desastre completamente inadmissível na décima primeira.

Sofia percebe que Olof, mesmo que não fosse atraente para ela, tinha precisamente aquilo que ela queria mas que Jaume não lhe dava. Quando o reencontrou, depois de Olof já estar engajado num compromisso com Demétria, Sofia mal o reconheceu. O rapaz tímido e nervoso estava bastante confiante e calmo. Ela iria possui-lo naquele instante se Olof não tivesse mencionado Demétria. Envergonhada, Sofia tentou cortar o assunto rapidamente e pensar um pouco melhor na situação.

As coisas entre Olof e Demétria iam bem, mas com pouca emoção para ele, apesar da boa vontade de Olof e da devoção de Demétria.

Sofia sentia falta do conforto emocional da amizade de Olof. Buscou encontrá-lo quando Demétria viajou por uma semana para ver a família, que morava longe. Eles beberam e Sofia se jogou sexualmente sobre Olof, que não foi capaz de resistir. Foram quatro dias como em lua-de-mel.

Demétria voltou. Olof não lhe contou tudo, mas terminou a relação.

Em uma semana, Sofia sentiu a euforia dos primeiros quatro dias diminuir paulatinamente, talvez a injeção de auto-estima já tivesse dado efeito. Mas Olof nunca tinha se sentido tão feliz. Eles brigaram quando ela se cansou, alegando que Olof era grudento e carente demais (mesmo tendo sido ela quem o chamava todas as vezes). No dia seguinte, ela terminou. Por uma mensagem de celular.

Olof ficou desesperado, mais triste do que Demétria havia ficado alguns dias atrás. Justiça? Carma? Que justiça houve para Demétria? Justiça e carma não existem. O universo não os conhece. A cada final ruim, os personagens se perguntavam "porque eu? porque logo comigo?". Se pudesse responder, o universo lhes teria dito "porque não?".

8 de jan de 2011

Melhor do ano

Estamos a menos de 48 horas da anunciação do maior prêmio individual de futebol do planeta: a Bola de Ouro FIFA (prêmio unificado com o da revista francesa France Football) para o melhor jogador do ano. Pela primeira vez desde 2006, temos dúvidas sobre quem deve ser eleito.

Os três melhores anunciados foram uma relativa surpresa: Messi, Xavi e Iniesta.

Para o desapontamento quase geral, Sneijder, campeão da Champion's League (além da Serie A do Calcio e da Coppa di Italia - e também do Mundial Interclubes, embora sem ter atuado muito) pelo Internazionale e vice da Copa do Mundo com a seleção da Holanda, acabou ficando de fora.

É absurdo. Apesar do holandês ter feito um segundo semestre apagado devido às contusões, o primeiro semestre, com UCL e Copa do Mundo conta muito mais. É o momento decisivo do ano. Sneijder merecia estar entre os três melhores. Eu o colocaria em segundo. Mas... então quem tirar do pódio?

Messi

O craque argentino não conseguiu render o esperado na Copa do Mundo. Começou-a bem e acabou-a mal. Sim, era difícil ir bem naquele time. Ele depende de bons passadores no meio de campo e de um lateral direito competente, coisa que não havia no time. Messi é um craque, mas precisa de companheiros. Em compensação, a Copa são 7 jogos, mas houve bem mais que isso no ano. Não se pode dizer que o messias desapontou na UCL - a arbitragem dos dois jogos contra o Inter nas semi foi bastante suspeita. No Campeonato Espanhol, tanto no primeiro semestre quanto no segundo, Messi foi sensacional. Continua sendo o melhor do mundo, mas não foi o melhor do ano. Eu o colocaria em terceiro, atrás de Sneijder.

Xavi

Dos quatro listados, é o que tem o menor poder de decidir uma partida, de virar uma situação perdida. Mas ele é o Maestro. É o cérebro tanto do Barça quanto da Seleção Espanhola. Há partidas em que ele tem mais passes certos que todo o time adversário junto. É um jogador único. Se ele vai mal, o time todo vai mal. Mas quase nunca isso acontece. O catalão fez uma Copa quase perfeita. Se não fosse pela má forma física de Fernando Torres (que era quem recebia os passes de Xavi e deveria pôr as bolas no gol), Xavi teria ido ainda melhor, talvez com um recorde de assistências. Na goleada de 5x0 contra o Real Madrid em Novembro passado, foi absoluto. Para mim, foi o melhor do ano.

Iniesta


Foi decisivo nas últimas três partidas da Fúria na Copa, ligeiramente melhor que Xavi. Está voando nos gramados hoje, embora um pouquinho menos que Messi e que Xavi, mas bastante superior a Sneijder. Só que passou boa parte do primeiro semestre contundido, não podendo atuar com a regularidade que merecia. Por pouco, apenas por muito pouco, ele ficaria de fora do pódio na minha votação. Mas deixo claro que também o vejo como um jogador fora de série.

Meu pódio seria:
1- Xavi (melhor do ano, contando os dois semestres e a Copa do Mundo)
2- Sneijder (melhor jogador do primeiro semestre)
3- Messi (melhor jogador do mundo em sua geração, mas não o melhor do ano)

Completando a lista dos 10 melhores:
4- Iniesta
5- Schweinsteiger (fundamental para o Bayern vice da Europa e para a Alemanha terceira mundial)
6- Piqué (melhor zagueiro do mundo nos últimos dois anos)
7- Villa (um dos artilheiros da Copa, ótimo pelo Valencia e pelo Barcelona)
8- Drogba (voltou a ser destruidor pelo Chelsea)
9- Bale (o galês foi arrasador o ano todo, mas não foi à Copa)
10- Casillas (melhor goleiro do ano, por causa da atuação mediana de Julio César na Copa e sua contusão no segundo semestre).

Vão me questionar sobre Robben. Eu digo: é uma versão holandesa do Robinho, mais cai que joga.
Vão me questionar sobre Arsenal. Eu digo: time tem excelentes jogadores, mas que ficam mais na enfermaria que no campo.
Vão me questionar sobre Inter. Eu digo: quem foi bem no primeiro semestre machucou-se demais no segundo. À exceção de Eto'o, que não fez tanto quanto outros.
Vão me questionar sobre Ganso. Machucado, nem Brasileiro jogou.
Vão me questionar sobre Neymar. Outro que mais cai do que joga.
Vão me questionar sobre Forlán. Eleito melhor da Copa, tem ido mal pelo Atlético de Madrid.
Vão me questionar sobre Cristiano Ronaldo. Grande contra os pequenos, pequeno contra os grandes.
Vão me questionar sobre mil outros. Eu digo: tá de sacanagem, né?

Atualização (11/01)
Messi levou o prêmio, Iniesta ficou em segundo e Xavi em terceiro. Uma injustiça pequena, ainda creio que Xavi deveria te ganho. Agora, pergunte quantos dos que votaram no prêmio efetivamente acompanharam o Barcelona (e a Seleção Espanhola) durante o ano todo e com certa regularidade. Duvido que chegue a 50%.

6 de jan de 2011

Pedaços do que eu aprendi

Há tempos não fazia algo assim, tão pessoal. A maior parte não deve gostar. Mas foda-se, o blog é meu, faço o que quero com ele.

10 Coisas que eu aprendi em 2010:

1- Quanto maior a expectativa, maior a decepção;
2- Minha vida pode girar em torno do nada;
3- Nada me distingue realmente das pessoas que eu critico; no fundo eu sou tão vazio e fútil quanto elas;
4- Pessoas podem usar as piores artimanhas pra conseguir o que querem;
5- Tudo sempre pode piorar;
6- Minhas insatisfações pessoais não passam disso; não constituem um problema real;
7- Se uma guria demonstra que me quer, ou ela tá bêbada ou passa tempo demais me enchendo o saco;
8- Mulheres podem disputar a atenção de um homem apenas pela competição em si, não necessariamente para usar de fato a atenção conseguida;
9- Amigos podem vir/surgir nos momentos menos esperados;
10- A vida não precisa ter um sentido; procurá-lo é distorcê-la.


Resumindo: 2010 foi um ano filho da puta do caralho (com poucas, porém honrosas exceções).